NAU QUINHENTISTA PANOTOUR GLOBAL


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Naus e Caravelas

Enquanto a Caravela, pela sua grande maneabilidade,(vela latina, pouca arqueação, e grande velocidade) era o navio perfeito para as missões de exploração e descobrimento, a Nau, normalmente de maior arqueação, e com vela "redonda" com maior capacidade de gerar potência, levava mais carga, o que lhe permitia a sua auto-defesa e auto-suficiencia de navegação.
A navegação tradicional europeia era de vela quadrada.
A Caravela provavelmente seria inspirada no Kaík algarvio de origem norte-africana, e noutros navios mediterranicos, mas adaptada pelos portugueses para a função de explorar.

A nau um navio que surgiu no séc XV, foi o navio mais usado pela Europa nos séculos seguintes XVI XVII. Tinha panos de vela redondo, porque tinham a capacidade de gerar maior potência. Os portugueses combinaram o formato dos navios pesados do norte de europa, com as velas dos navios mediterrânicos.

A Nau da carreira da India chegou a atingir os 60m de comprimento, e levar até cerca de 800 pessoas, numa área útil de 900m2. Eram fortalezas flutuantes, algumas com 140 canhões. Esses canhões eram de culatra, a sua recarga era feita na vertical na sua parte traseira, e conseguia uma velocidade de tiro 6 vezes superior à do canhão de carregar pela boca.

A capacidade de navegação dos portugueses era superior ás do resto dos europeus, pois usavam instrumentos (Quadrante, Astrolábio Náutico, Balistilha) que lhes permitiam determinar com precisão a sua latitude e calcular a longitude. Saber a sua posição rigorosa era fundamental não só para a cartografia e desenvolvimento de mapas (mapa de Cantino), mas também para a navegação em mar aberto longe da costa. Por exemplo, Vasco da Gama na sua rota para a India, conseguiu um feito extraordinário, que foi navegar directo sem tocar a costa durante 3 meses, portanto sem necessitar de pontos de referencia terrestres.

Diferentes materiais e apetrechos eram necessários para a construção de uma nau: Cordas e velas vinham do Porto , panos de treu da Maia, as madeiras vinham de Leça do Balio, Barcelos, Famalicão e Várzea. O tabuado das cintas e cobertas vinha do Pinhal de Leiria ou dos pinhais da serra junto a Torre de Moncorvo.


“Empreendimento organizado de descobrimento a longo prazo, o feito dos Portugueses foi mais moderno, mais revolucionário do que as largamente celebradas proezas de Colombo” Daniel J.Boorstin (1914-2004) Historiador Universidade de Chicago

Navegação dos séculos XV-XVI - Segredo de estado

A Nau de Vila do Conde é uma réplica das primeiras Naus a fazer a ligação ao Oriente, e tem 27m de longo e pesa 120 toneis
Rogério de Oliveira (Almirante e Arquitecto Naval) foi o construtor da Nau Quinhentista.
Existe mais informação sobre os barcos construídos à 2000 anos do que sobre os navios dos Séculos XV XVI.
Os portugueses chegaram ao Japão 120 anos depois de terem iniciado os seus descobrimentos. Tudo sem existir qualquer tratado sobre construção naval.
Entre 1420-1570 as embarcações são construídas sem qualquer dados técnicos nem informação sobre como eram construídas .
A passagem do conhecimento,era oral, de mestre para aprendiz, de pai para filho, toda a documentação era secreta. O sigilo profissional. O segredo da concorrência. D.João II distribuía falsas informações, para distrair os concorrentes.
O primeiro mapa mundo é feito por portugueses, baseado na navegação e levantamento costeiro (Mapa de Cantino)

A Expansão Marítima

Vasco da Gama usa uma Nau (de duas a três cobertas, um castelo de pôpa e outro de proa) para continuar a viagem de 1498 à India. Os ingleses ou holandeses só chegam 100 anos depois. Em 1543 os portugueses chegam ao Japão.
Uma Nau da carreira das índias podia levar até 800 pessoas, com uma área disponível de 913m2, ou seja, menos de 2m2 por pessoa durante 6 meses de viagem. Portugal nessa época teria 1 milhão de habitantes, Espanha 5, Inglaterra 10, França uns 14. Em portugal chegou-se a construir Naus de 60m de comprimento. A partir da segunda metade do séc XVI, os barcos seriam demasiado grandes, maiores do que os Holandeses ou Ingleses. A Nau Madre de Deus foi apriosionada e levada pelos Ingleses, pela admiração da sua envergadura.
Em 1500 Pedro Alvares Cabral sai com uma armada de 13 Navios com destino à India, descobre o Brasil e prossegue até à India, sendo o primeiro navegador europeu a navegar entre 4 continentes.

O comércio das especiarias era até então feito por Terra por muitos intermediários. 1Kg Pimenta de que custaria 10 euros no sul da Índia, chegaria à Europa a custar 1000€. Os portugueses conseguem ir directamente à fonte buscar as especiarias, e mantêm durante 1 século o monopólio do comercio das especiarias com o mundo asiático.
Os portugueses no Indico procuraram manter sempre que possível acordos com os Reis locais. Só quando não o conseguiam, tinham de construir fortalezas nesses locais. Só entre Moçambique e o Oriente construíram mais de 50 fortalezas marítimas.

A “Nau do trato” foi das maiores construídas, e fazia a rota entre Goa Malaca China e Japão. Portugal só perdeu 4 delas e por questões meteorológicas. No total naufragaram cerca de 300 Naus da carreira da Índia, a maioria no regresso a Portugal.

Essas naus eram poderosas fortalezas, com cerca de 140 canhões, uma única nau tinha poder de fogo para fazer frente a dezenas de embarcações asiáticas. Quando na europa até ao séc. 19 se usavam canhões de carregar pela boca, os portugueses desde o séc. XVI já usavam canhões de carregar pela culatra, com uma velocidade de tiro 6x mais rápida.
Foram os portugueses que levaram as primeiras armas de fogo à China e Japão. Embora a pólvora tivesse sido inventada na China, a utilização dela para fins militares foi desenvolvida pelos portugueses.

Durante o séc. XVI este comércio é feito com três tipos de navios : Nau, Galeão e Caravela redonda com velas redondas e latina.


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