AQUEDUTO DE VILA DO CONDE 1626-1714


Aqueduto

O abastecimento de água ao Convento foi sempre dificil, e era feito por uma Caixa de Água existente no perímetro do Convento, obra executada no século XIV durante a construção do primitivo Convento. Eram necessarios 4 homens e uma nora para a extração da água. É em 1626 por iniciativa da Abadessa D.Maria de Meneses que se inicia a obra, que só viria a ficar concluida em 1714. O projecto de 999 arcos que trazia água de Terroso foi inicialmente projectado por Filipe Tércio. A obra esteve parada durante 70 anos, e é já no inicio do século XVIII que o Engenheiro de Sua Majestade Manuel Pinto Vila Lobos, de Viana do Castelo que faz um novo projecto. As rendas das Clarissas para a manutenção do aqueduto seriam desviadas, pelo que em 1794 ficam derrubados 49 dos seus arcos, durante a passagem de um furacão.

Aqueduto

Canal artificial construído desde o Convento de Santa Clara até à nascente e inicialmente formado por 999 arcos. Do conjunto resta ainda uma grande parte da estrutura inicial, embora já muito fracionada, sendo o troço da Igreja de Santa Clara e até ao limite do Concelho de Vila do Conde o que melhor conservação apresenta, numa extensão de 500 m, num total de cerca de quatro quilómetros. Possui uma arcaria de envergadura e altura decrescente, com arcos quebrados e perfil superior do canal arredondado.

Aqueduto

CRONOLOGIA

  • 1626

    A abadessa D. Maria de Meneses, da Casa de Pentieiros, compra terrenos e contrata mestres para construção de um aqueduto que trouxesse águas de uma nascente em Terroso, na Póvoa de Varzim, para abastecimento do convento;

  • 1636

    durante o abadessado de D. Catarina Lima, interrupção das obras devido à descoberta de um desnivelamento, tornando assim inútil todo o trabalho realizado anteriormente;

  • 1705

    Reinício das obras, durante o abadessado de D. Bárbara Micaela de Ataíde, da Casa de Honra e Barbosa, em Penafiel, sendo encarregues das obras o Capitão Domingos Lopes, do Porto e o Tenente-General de Artilharia Manuel de Villa Lobos; D. Bárbara de Ataíde, juntamente com as suas irmãs D. Maria Ângela e D. Maria António, conseguem com a ajuda do irmão D. Manuel de Azevedo de Ataíde, Governador de armas da Província do Minho, que o rei consentisse a nomeação de um juiz privativo e a isenção do serviço militar, os homens que trabalhassem na construção do aqueduto

  • 1714

    Chegada da água ao chafariz do claustro;


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