SÉ CATEDRAL TRANSEPTO NORTE

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Sé Catedral do Porto - Capela do Santíssimo

Altar de Nossa Senhora do Presépio

Situado no topo norte do transepto, pertence às obras realizadas na Sede Vacante de 1717-1741 e foi copiado do existente no topo sul, em local anteriormente ocupado pela capela dos Alões. Dentro da moldura de pedra, enquadrada por duplas pilastras e entablamento sobre o qual se abre um nicho que alberga a imagem da Santíssima Trindade, de talha policromada. O retábulo de talha dourada é composto por elementos de várias épocas. Ao centro, uma tela com a Adoração dos Pastores. Do seu lado esquerdo S.João Baptista e à direita S.João Evangelista. Altar paralelepipédico com embutidos de cantaria, rosa, branca e preta, formando motivos florais. Assente neste altar de marmores a imagem de S.Pantaleão.

S. Pantaleão

É um santo católico que viveu no século IV. Sendo um dos Catorze santos auxiliares, é invocado contra o mal do cancro e da tuberculose e é patrono dos médicos.
O seu sangue foi conservado por séculos na Itália onde anualmente, a 27 de julho, tornava-se líquido.
Parte das relíquias do seu corpo foram guardadas e veneradas nesta Sé. É o padroeiro do Porto, tendo sido para aqui transportado pela comunidade arménia, em fuga de Constantinopla, aquando da invasão otomana. Tendo estudado Medicina, tornou-se médico pessoal do césar Galério. Converteu-se ao cristianismo, vindo a ser acusado pelo Imperador de ter recebido o baptismo. Preso e torturado, foi martirizado por decapitação, por se recusar a abjurar de sua fé, em Nicomédia, na Ásia Menor, em 303. Tinha então menos de 23 anos de idade.
O imperador queria poupá-lo e tentou convencê-lo a se retratar como ateu. Pantaleão, no entanto, confessou abertamente sua fé cristã, e para mostrar estar certo "curou" ali mesmo um paralítico com palavras de Cristo.
Foi condenado pela primeira vez ao fogo, mas as chamas foram extintas. Em seguida mergulhado em chumbo derretido, mas o chumbo é milagrosamente resfriado. Depois atirado ao mar com uma pedra amarrada no pescoço, mas a pedra começou a flutuar. Adiante condenado às feras, mas os animais que eram supostamente para rasgá-lo em pedaços começaram a fazer-lhe festas, em seguida, foi amarrado a uma roda mas as cordas e a roda quebraram. Foi feita uma tentativa de decapitá-lo, mas a espada curvava. Pantaleão orou a Deus sempre para perdoá-los, razão pela qual ele também recebeu o nome de Panteleemon (em grego , aquele que tem compaixão por todos). Finalmente, quando deu o seu consentimento, os carrascos conseguiram o seu intento.

Capela do Santíssimo

A Capela do Santíssimo, à esquerda da capela-mor, foi integralmente refeita entre 1707 e 1708, ficando com a actual configuração de planta centrada com seus lados formados por semi-circulos, iluminada por lanternim superior. O retábulo de prata no seu interior é anterior e foi construido em várias fases entre 1632-1647 e representa uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, obra de mestres ourives de Lamego e do Porto.É formado por quatro andares, diminuindo em altura, rematados pela figura de Jesus Cristo. Tem em cada andar baixos relevos com temas bíblicos. A banqueta é mais tardia, e foi executada por Manuel Francisco e pelo ensamblador Gonçalo Pereira. As pilastras que sustentam o arco e emolduram o retábulo são da segunda metade do século XIX.
Na época das Invasões Francesas,esta obra salvou-se devido a um estratagema engenhoso de um diligente sacristão da Sé, cobrindo-o totalmente com gesso. As tropas de Junot entraram na Sé do Porto, em 1807, pilharam toda a prata dos altares com exceção deste monumental retábulo.