SÉ CATEDRAL SACRISTIA

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SÉ CATEDRAL
SACRISTIA
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Sé Catedral do Porto - Sacristia

AS PINTURAS

Das suas paredes laterais, que exibem frescos da autoria de Nicolau Nasoni, suspendem-se dez pinturas emolduradas: duas delas são sobre tela, com os temas As Bodas de Canaã e o Casamento da Virgem, e foram executadas em 1734 pelo pintor florentino Carlo Antonio Leoni. As restantes oito, sobre madeira, são oriundas de uma estrutura retabular, provavelmente do anterior retábulo-mor e foram atribuídas a Francisco Correia. Partindo do princípio que os oitos painéis faziam parte do desmantelado retábulo-mor, mandado construir pelo bispo D. Gonçalo de Morais em 1606, estes teriam sido executados entre o período de 1606 até 1610, ano em que se deu por terminado o retábulo. O registo é de 1610 e retratam alguns dos episódios da Infância de Jesus: Anunciação, Visitação, Adoração dos Pastores, Adoração dos Reis Magos, Circuncisão, Apresentação do Menino Jesus no Templo, O regresso da Sagrada Família do Egipto e O Menino Jesus entre os Doutores. A reutilização dos painéis obrigou a que, devido ao seu debilitado estado de conservação, fossem intervencionados em 1727. O responsável por esta intervenção foi o italiano João Baptista Pachini que alterou de tal forma os painéis, que pouco resta da pintura original do século XVII.

SACRISTIA

A Sacristia construida no bispado de D. Fr. Gonçalo de Morais de 1603-1617, tem uma abóbada de berço quebrado, assente em fortes arcos torais e consolas de granito embutidas na parede. Sofreu obras de aumento no inicio do séc. XVIII, ficando concluída em 1701. Esta sacristia foi dourada e pintada por Manuel Leão e Mateus Nunes de Oliveira. Seria esta sacristia reformada com as suas pinturas de "brutesco" que Nicolau Nasoni encontrou quando chegou ao Porto em 1725, para pintar o interior da Sé, pinturas que desapareceram no incêndio de 1731, e que levou a que Nasoni ficasse encarregado a partir dessa data da decoração desta Sacristia.