SÉ CATEDRAL CAPELA DE S.VICENTE

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SÉ CATEDRAL
CAPELA DE S.VICENTE
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Sé Catedral do Porto - Capela de S.Vicente

S.VICENTE - Padroeiro do Porto 1176-1453

S.Vicente foi o primeiro padroeiro do Porto
Diz a tradição que o nosso primeiro rei, tendo sabido, aí por 1176, que o corpo de S. Vicente estava sepultado no cabo que agora tem o nome do santo, ordenou que fossem transferidos para Lisboa. Mas que antes teriam que passar por Braga, considerada, desde tempos imemoriais, a capital católica de Portugal.
Na viagem para Braga o cortejo passou pelo Porto e a azémola que transportava a urna com os restos mortais de S. Vicente entrou, inadvertida e deliberadamente na catedral no interior da qual morreu subitamente. Isso foi entendido como um sinal de que S. Vicente desejava que os seus despojos ficassem ali. Mas só ficou um braço e S. Vicente foi entronizado como padroeiro da cidade do Porto. E manteve-se no cargo até ser destronado, em 1453, por S. Pantaleão.
O curioso da história é que todos os anos, no dia em que a Igreja faz a festa em honra de S. Vicente, o altar deste, no transepto da Sé, aparece todo florido e com uma lamparina votiva acesa. O que quer dizer que o culto a S. Vicente não caiu no esquecimento dos portuenses.

CLAUSTRO - Capela de S.Vicente

Esta capela foi primitivamente dedicada a Nossa Senhora da Saúde que tinha, na cidade e na época, uma forte devoção. Foi mandada construir em 1582-91 D.Frei Marcos como panteão episcopal. A ela se referem alguns autores como "arquitectura equilibrada" e deve-se à volumetria vitruviana usada no renascimento (proporções de Vitruvio). É coberta por uma imponente abóbada formada por caixotões de granito. Junto à entrada no pavimento existe uma pedra, com uma inscrição gravada, que assinala a entrada de uma cripta, contemporânea da construção da capela. Esta cripta foi ampliada posteriormente por D.Frei Gonçalo de Morais, sendo para aí transladados em 1616 os restos mortais de alguns bispos do Porto.
O retábulo de talha dourada do séc. XVIII, foi mandado executar por D.Frei Rafael de Mendonça, cujas armas se encontram no altar. Por cima deste o antigo sacrário, esférico, é seguro por dois anjos; a encimá-lo, um espaço envidraçado, contendo relíquias. Sobre este, e dentro de um camarim, um Cristo na cruz entre dois anjos tocheiros. Aos pés uma imagem de Nossa Senhora, colocada sobre uma peanha de talha.
Ao longo das paredes laterais corre um cadeiral, dos meados do séc. XVIII, com dez paineis de alto relevo em madeira policromada, representando no lado esquerdo, cenas do Novo Testamento, e do lado direito cenas do Antigo Testamento.
Na parede do fundo, uma caixa de orgão do séc. XVIII e por cima desta, reamtando com a abóbada, uma tábua semi-circular, representando o Juízo Final. Os azulejos são do séc.XVIII.