Porto

CENTRO HISTÓRICO DO PORTO SÉ CATEDRAL

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PORTO CENTRO HISTÓRICO
SÉ CATEDRAL
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VISITA VIRTUAL 360º

PLANTA INDICATIVA DA VISITA VIRTUAL | IGREJA

PLANTA INDICATIVA DA VISITA VIRTUAL | CLAUSTRO


HISTÓRIA DO EDIFICIO

A Sé do Porto ergueu-se entre os meados do séc. XII e os finais do séc.XIII , e sucedeu a outra igreja menor, implantada no mesmo local. Nesta época das cruzadas, o Porto recomeçava a crescer, envolvendo a catedral que dominava do alto da Penaventosa. São visiveis os elementos caracteristicos do românico português (com influências francesas da zona do Loire) como por exemplo a adopção dos toros diédricos e de capiteis sem imposta, ou o recurso a elementos estruturais já anunciadores do gótico como o uso dos acrobotantes, que a par dos de Alcobaça foram os primeiros em Portugal.
A Sé do Porto obedece a um modelo comum às igrejas catedrais com claustro à direita rodeado por construções de diferentes épocas. O claustro velho é certamente o remanescente do antigo cemitério do bispo, o espaço de imunidade existente em torno das igrejas. Mas foi em torno do claustro gótico que, a partir dos finais do séc. XIV, se organizaram as dependências da catedral : a sacristia, resultando provavelmente da adaptação de um anterior espaço de reuniões do Capítulo; a Casa do Cabido, construída no inicio do séc. XVIII sobre um dos espaços alpendrados que envolviam a Catedral; e as capelas funerárias de João Gordo, de construção medieval, ou a de S.Vicente, obra do séc. XVI.
Após a reforma da Sede Vacante (1717-1741), as paredes e as abóbadas das naves apresentavam-se integralmente revestidas de estuque que, à semelhança da obra visivel na capela-mor, era decorado com pinturas e conjugava-se com talhas.

Capela mor
1 - CAPELA MOR

O retábulo barroco joanino (1727-1729) de autoria de Santos Pacheco dos entalhadores Luis Pereira da Costa e Miguel Francisco da Silva. Da mesma época são o orgão e respectivas varandas, o cadeiral, as sanefas e as grade de bronze. Em 1731 toda a superfície das paredes e vãos foram cobertos com pinturas de Nicolau Nasoni. A renovação desta primeira medate do séc. XVIII corrspondeu a um momento de radical renovação imbuída pelo gosto barroco dominante, em que a luz e o preencimento do vazio eram as preocupações fundamentais.
Capela do Santíssimo
2 - CAPELA DO SANTÍSSIMO

A Capela do Santíssimo, à esquerda da capela-mor, foi integralmente refeita entre 1707 e 1708, ficando com a actual configuração de planta centrada com seus lados formados por semi-circulos, iluminada por lanternim superior. O retábulo de prata no seu interior é anterior e foi construido em várias fases entre 1632-1647 e representa uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, obra de mestres ourives de Lamego e do Porto. É formado por quatro andares, diminuindo em altura, rematados pela figura de Jesus Cristo. Tem em cada andar baixos relevos com temas bíblicos. A banqueta é mais tardia, e foi executada por Manuel Francisco e pelo ensamblador Gonçalo Pereira. As pilastras que sustentam o arco e emolduram o retábulo são da segunda metade do século XIX.
Capela de S.Pedro
3 - CAPELA DE S.PEDRO

A actual Capela de S.Pedro, situada no lado direito da capela-mor, mantém ainda a estrutura original da cabeceira medieval da Sé. No interior é visível parte da arcaria cega enquanto pelo exterior pode observar-se o contorno poligonal com colunelos sobre os ângulos e uma fresta românica.
Nave
4 - NAVE

São visiveis os elementos caracteristicos do românico português (com influências francesas da zona do Loire) como por exemplo a adopção dos toros diédricos e de capiteis sem imposta, ou o recurso a elementos estruturais já anunciadores do gótico como o uso dos acrobotantes, que a par dos de Alcobaça foram os primeiros em Portugal.
Baptistério
5 - BAPTISTÉRIO

Embebida na parede da nave norte, pertence às reformas de 1717-1741. A pia é de marmore, e a parede do fundo é ocupada por um grande beixo relevo, de bronze, que representava o baptismo de Cristo, obra de Teixeira Lopes pai.
Claustro
6 - CLAUSTRO

No lado sul da Catedral abre-se o claustro gótico, obra encomendada pelo bispo D. João III e iniciada no ano de 1385, contemporaneo da construção do Mosteiro da Batalha. De cada lado da quadra abrem-se quatro arcos quebrados, inscrevendo-se em cada um deles um óculo e três arcos menores, sustentados por duplas colunas com capitéis vegetalistas. As galerias são cobertas por abóbadas de feixes ogivais. As paredes são preenchidas por azulejos barrocos setecentistas, da autoria de António Vital Rifarto e ilustrados com cenas bíblicas.

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