Porto

IGREJA E MUSEU DA MISERICÓRDIA CAPELA MOR

My Image
IGREJA E MUSEU DA MISERICÓRDIA
CAPELA MOR
My Image

VISITA VIRTUAL 360º

IGREJA DA MISERICÓRDIA

No coração do centro histórico, na rua das Flores, emergiu uma das mais importantes instituições da cidade do Porto; a Confraria da Nossa Senhora da Misericórdia fundada em Março de 1499, seguindo a recomendação e apelo do rei D.Manuel I ao mais importante homem bom da cidade. Após várias décadas de existência, a confraria estava instalada no claustro da Catedral, e em 1550 dia 24 de Junho instalou-se permanentemente na nova rua da cidade a Rua de Santa Catarina das Flores, aberta em 1521. Aí a confraria constroi o hospital e uma igreja em estilo renascimento, cujos trabalho irão se prolongar até 1590. Foi importante a influência do fidalgo D.Lopo de Almeida amigo de Filipe I e defensor da união das duas dinastias.
Do templo original pouco resta, a ruina degradou-o a tal ponto que foi reconstruido apartir de 1740 baseado na opinião de vários especialistas incluindo Nicolau Nasoni. Do templo original ficou apenas a capela-mor, todo o arco que suporta o coro alto e a fachada foram obra de Nasoni.

Misericordia

1548-1564 Corpo da Igreja
1584-1590 Capela-mor Manuel Luis
1754-1779 Fachada Nicolau Nasoni

Igreja da Misericórdia reformada no séc. 18, em estilo barroco, de planta retangular composta por nave e capela-mor, com fachada principal organizada em dois registos, tendo no primeiro galilé aberta por três arcos, e o segundo rasgada por dois vãos, enquadrados por decoração exuberante, conservando a capela-mor maneirista, interiormente circular organizada em dois registos, ritmada por colunas caneladas e coberta por abóbada de quarto de esfera em caixotões. A capela-mor segue, miniaturalmente o esquema da capela-mor do Mosteiro dos Jerónimos, construída por Jerónimo de Ruão entre 1565 e 1572. Possui retábulos de talha e decoração de estuque e azulejos em estilo neoclássico. Segundo Francisco de Almeida e Sousa e Casimiro S. Arsénio, quando se procedeu à abertura da R. de Santa Catarina das Flores (actual R. das Flores), quase todo o terreno era ocupado pelas hortas do Bispo. Umas estavam aforadas à própria Mitra, outras ao Cabido. Foi determinado pelo Bispo que cada nova casa a construir na nova R. fosse marcada nos cunhais com o símbolo do seu foro: S. Miguel para os foros do cabido e a Roda de Navalhas de Santa Catarina para os da Mitra