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CENTRO HISTÓRICO DO PORTO IGREJA E TORRE DOS CLÉRIGOS

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PORTO CENTRO HISTÓRICO
IGREJA E TORRE DOS CLÉRIGOS
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Igreja e Torre dos Clérigos
IGREJA DOS CLÉRIGOS

A história do conjunto arquitetónico dos Clérigos prende-se com a Irmandade dos Clérigos, uma associação de fiéis que foi fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero.
Num tempo em que em Portugal o clero era muito numeroso, muitos dos seus membros enfrentavam grandes dificuldades ao longo da vida, pelo que a concentração de toda a assistência numa única instituição representou um assinalável volume de serviços e uma dinâmica que rapidamente tornou clara a insuficiência das instalações iniciais, localizadas em casa emprestada: a Igreja da Misericórdia.
A necessidade urgente de um espaço próprio permitiu ultrapassar os estigmas resultantes da peculiar vizinhança e, em 1731, quando era presidente o deão Jerónimo de Távora e Noronha, foi solicitado um projeto para a nova igreja a Nicolau Nasoni, Artista italiano de Siena, que trabalhava nas obras da Sé e na Quinta dos Cónegos na Maia.
A obra vai começar pela Igreja 1732-1749, com grandes dificuldades pela inclinação do terreno, e problemas com a sustentação do peso da fachada nas fundações. A Casa da Irmandade e a Torre são construidos entre 1750-1763, num terreno adquirido denominado "Adro dos Justiçados ou Enforcados".
De planta eliptica centrada, coberta por cúpola, é um exemplar do barroco de granito, já com influencias de rocócó. O Altar-mor 1767-1780 é de pedra de mármore de várias côres, com risco de Manuel dos Santos Porto.
A Torre dos Clérigos ergue-se a 75 metros de altura, era o edificio mais alto da cidade. Possui um carrilhão de 49 sinos adquirido em 1995. Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro; serviu para hastear uma bandeira quando chegava o "paquete" para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é, indubitavelmente, uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto