MATOSINHOS

MATOSINHOS

CONCELHO
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O Concelho

O concelho de Matosinhos pertence à Província do Douro Litoral e ao distrito do Porto e está situado nas margens do Rio Leça a cerca de 8 km do centro do Porto. Pertence à Área Metropolitana do Porto (corresponde a cerca de 8% dessa área) juntamente com Vila Nova de Gaia, Maia e Gondomar, entre outros. Administrativamente, Matosinhos está dividido em 10 freguesias tais como: Matosinhos, Senhora da Hora, Leça do Balio, S. Mamede Infesta, Custóias, Guifões, Leça da Palmeira, Perafita, Santa Cruz do Bispo e Lavra. Em 2006 este concelho contava com cerca de 170 000 habitantes.

Arquitectura Contemporânea

Restaurante da Boa Nova

Mas Matosinhos é também o coração da nova arquitectura portuguesa: é aqui que encontramos a Casa de Chá da Boa Nova, inaugurada em 1963, um projecto de Siza Vieira (natural deste município) localiza-se junto ao Farol de Leça e foi construída sobre as rochas muito perto do mar; ou ainda a Piscina das Marés um projecto do mesmo autor inauguradas em 1966 e classificadas em 2006 como Monumento Nacional. De mencionar ainda os projectos do arquitecto Souto Moura como por exemplo as casas pátio junto ao Porto de Leixões e a nova marginal de Matosinhos. Na nova marginal de Matosinhos de destacar ainda um outro monumento da Norte-Americana Janet Echelman, a “Anémona” ou como os locais a chamam “rede dos pescadores”. De mencionar ainda um outro edifício, a Câmara Municipal de Matosinhos (1987), mais exemplo da arquitectura contemporânea que podemos encontrar no concelho de Matosinhos. Este edifício, juntamente com a Biblioteca Florbela Espanca (2005), é uma obra do Arquitecto Alcino Soutinho. Quer Alcino Soutinho, Souto Moura ou Siza Vieira são arquitectos que pertencem ao que se denomina como Escola do Porto.
(Joana Almeida)

Restaurante da Boa Nova

Matosinhenses

Mas são ainda de mencionar outras figuras importantes que nasceram ou viveram neste município. É o caso da poetisa Florbela Espanca (1894-1930) que dá nome à Biblioteca Municipal e na qual encontramos escrito um dos seus mais famosos poemas (Ser Poeta), do já referido Arquitecto Fernando Távora (1923-2005), de Passos Manuel (1801-1862) que foi um político liberal e Ministro do Reino entre 1836 e 1837, entre vários outros.
(Joana Almeida)

Bom Jesus de Matosinhos

Igreja do Bom Jesus de Matosinhos

A actual igreja de Matosinhos foi construída no século XVI de traço renascentista e para onde foi transferida a antiga imagem do Bom Jesus que até então se encontrava no Mosteiro de Bouças. A crescente importância deste culto levará dois séculos mais tarde a uma remodelação do templo levada a cabo por Luís Pereira da Costa, a quem de devem as obras de remodelação e acrescento da capela-mor; e pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni. A ele são ainda atribuídas outras obras deste concelho como na Quinta de Chantre em Leça do Balio e na Quinta do Bispo em Santa Cruz do Bispo

Historia

A povoação de Matosinhos é anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, pois já existia no ano de 900, chamando-se Matesinus. A vila de Matosinhos, constituída pelas freguesias de Matosinhos e de Leça, foi criada em 1853 e foi elevada a cidade em 1984.
Encontram-se neste território variados vestígios da acção humana ao longo dos tempos, a fixação das gentes nestas terras ter-se-á iniciado há cerca de 5000 anos, durante o Neolítico, tendo chegado até aos nossos dias ténues vestígios dos monumentos funerários dessa época: as antas, cujos mais importantes núcleos localizar-se-iam em Antela, Perafita, Guifões e S. Gens. Nos finais da Idade do Bronze vai expandir-se um novo tipo de habitat – os castros, associado a uma cultura de características próprias e que perdurará durante toda a Idade do Ferro. Ainda hoje são significativos os vestígios de castros existentes no concelho, destacando- se o de Guifões, que está situado na margem esquerda do rio Leça, no Monte Castêlo. Devido à sua localização (próximo do mar e numa elevação sobre o antigo estuário de Leça) terá sido um povoado vocacionado para a exploração de recursos litorais e para a actividade comercial. Este castro terá sido abandonado por volta do século IV/V d.C.
A chegada dos romanos, há cerca de 2000 anos, vai provocar profundas alterações estruturais tais como a abertura de vias (como a estrada Cale-Bracara) e a construção de pontes. O estuário do Leça e a zona de Lavra terão sido, neste contexto, os locais mais romanizados, onde se encontram vestígios de uma villae e de estruturas de produção de sal e de garum (pasta resultante da maceração de diversas espécies de peixe e moluscos com vinho, azeite e outros produtos). De mencionar os Tanques Romanos de Angeiras e Villa do Fontão – são exemplos da arquitectura industrial romana, composto por seis conjuntos de tanques de formato rectangular e trapezoidal, escavados no afloramento rochoso e dispersos ao longo de cerca de 600 metros na praia das Angeiras. Estes tanques serviam para salgar o peixe ou para a produção de garum. Entre as traseiras da Igreja Paroquial da Lavra e a praia foram encontrados restos de uma importante estação arqueológica que foi o núcleo central do povoamento desta freguesia durante a época romana – trata-se de uma antiga villa romana, não foi ainda alvo de escavações sistemáticas.
Na Alta Idade Média este território foi marcado pelo actualmente desaparecido Mosteiro de Bouças, que foi o que fez desenvolver todo o aglomerado populacional que encabeçaria a divisão administrativa do Julgado de Bouças que está na base do actual concelho de Matosinhos. Outro importante monumento medieval é o Mosteiro de Leça do Balio que resultou da ampliação de uma antiga edificação e que viria a ser a primitiva sede dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta. A sua origem é anterior ao século X, numa arquitectura de transição do estilo românico para o estilo gótico.
(Joana Almeida)


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