MOSTEIRO DE TRAVANCA SÉCULO XIII

Um antigo mosteiro beneditino construido na segunda metade século XIII sobre um anterior do século XII. A igreja é um dos poucos e raros exemplares romanicos de 3 naves e transepto em bom estado de conservação (S.Pedro de Rates e Paços de Sousa). A sua capela-mor original tal como em Paços de Sousa foi desmantelada ampliada em 1678, durante a reedificação das dependências monacais Possuia uma galilé de entrada que foi demolida no século XVII. Uma característica importante deste mosteiro, é a torre defensiva edificada no século XIV que se considera como uma afirmação senhorial do mosteiro. A torre sineira fica atrás da torre militar. A cobertura das naves é em madeira, e a da cabeceira em abóbadas de pedra.


Fachada-Retábulo

Igreja composta por planta cruciforme de três naves, sendo a central mais elevada, cabeceira formada por ábside rectangular e dois absidíolos redondos. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas. A fachada principal, escalonada, mostra um portal inserido num gablete superiormente corrido por um renque de modilhões. Tem quatro arquivoltas de toros diédricos que se apoiam em finas colunas. Nos seus capitéis abundam as sereias com peixes na mão e as folhagens biseladas que descem do topo dos ábacos. Na empena, sobre o portal, rasga-se uma fresta chanfrada românica e no fastígio assenta uma cruz. Nos topos do transepto existem portais laterais. No interior, mostra arcos-diafragma, definindo quatro tramos desiguais, assentes sobre pilares cruciformes. Sobre o arco triunfal abre-se uma rosácea simples. Capela-mor com retábulo de talha e painel central. Nave com cobertura de madeira, capela-mor com abóbada de volta redonda e absidíolos em quarto de esfera. Torre sineira de planta quadrangular, com alçados bastante altos e reforçados a meio por contraforte pouco saliente; é rasgada por fresta e, no topo, por janela de dois lumes; remate, avançado sobre modilhões com merlões piramidais. Tem acesso por um portal com duas arquivoltas esculpidas com decoração animalesca e em ziguezague e capitéis lanceolados ostentando no tímpano um Agnus Dei.
No actual edifício há reutilização de elementos de igreja anterior, não só de capitéis, que se não ajustam aos novos fustes, como de outros elementos, dos quais se destacam aduelas que pertenceram a arcos ultrapassados e até impostas pré-românicas.


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